Artigos e Reportagens

Escrito por André Cornamusaz
Artigos e Reportagens Categoria: Transporte Ferroviário
Publicado em 28 Maio 2015
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A NOSSA MEMÓRIA TEM FUTURO!

O assunto já não é novo. A emergência repete-se!

 

1 - A CP vai vender como sucata materiais únicos, recordações imperdíveis.

Tomámos conhecimento que a CP EPE, pretende vender como sucata, materiais únicos existentes no Barreiro e no País, desbaratando desta forma bens e equipamentos fundamentais para a conservação da memória de um Povo e do País. O Barreiro, como pólo ferroviário pode perder, total e definitivamente, uma boa parte da sua memória.

 

Porque não tem o Barreiro um Núcleo Museológico Ferroviário para guardar as suas memórias?

Consideramos ser da maior importância a preservação de, pelo menos, algum do material circulante e outros equipamentos técnicos que, em nosso entender, devem ser mantidos no Barreiro até que seja possível concretizar a realização de um Núcleo Museológico Ferroviário.

Este património faz parte da identidade da cidade do Barreiro e está na memória das suas gentes. A necessidade da sua preservação como forma de salvaguardar parte da sua memória e história, deve, na nossa opinião, orientar-se no sentido de dar continuidade a essa mesma identidade colectiva.

Defendemos que a forma de preservar o património ferroviário local, passa pela criação de condições que permitam alcançar esse objectivo, dentro de um contexto de desenvolvimento local e regional, sem esquecer que tal processo pode assumir importância a nível nacional.

2 - “A memória colectiva como projecto ideológico” (Baptista Bastos)

Sem medo das palavras. Quem trabalha ou trabalhou nas Oficinas, nas Estações, na Via, nos Comboios, quer preservar (tem esse direito!) os seus postos de trabalho. E as suas memórias também!

3 - Ao lado de outras linhas estratégicas, sempre discutíveis, a projecção da nossa Arqueologia Industrial Ferroviária e Química, é um potencial pilar de desenvolvimento.

O nosso Património Industrial é único em Portugal e muito significativo na Europa. É necessário e urgente projectá-lo como Património de Arqueologia Industrial da Humanidade (UNESCO). Certamente um caminho longo, mas o único que garante a preservação do que não foi já irremediavelmente destruído!

4 - Se estes projectos avançarem contarão sempre com a nossa colaboração voluntária e dedicada. Entretanto aguardamos com expectativa a Classificação solicitada ao ex-IGESPAR, dos principais elementos do Património Ferroviário. Como aguardamos os resultados do grupo de trabalho criado no âmbito do Ministério da Economia, sobre esta problemática. A participação cívica é sempre uma mais valia para o diálogo institucional.

É preciso parar a venda destes materiais como sucata!

É urgente criar e organizar o Núcleo Museológico Ferroviário do Barreiro!

É imprescindível a Classificação do Património mais significativo!

É necessário projectar o nosso Património Arqueológico Industrial como Património Nacional e/ou da Humanidade!

A nossa memória tem futuro!

                                                                                            Barreiro, Maio 2015

Movimento Cívico para Salvaguarda do Património Ferroviário no Barreiro

Associação Barreiro Património Memória e Futuro

Associação das Colectividades do Concelho do Barreiro

 

Carta do Movimento Cívico para Salvaguarda do Património Ferroviário no Barreiro ao Secretário de Estado dos Transportes

Pergunta ao Ministro da Economia sobre a alienação de património ferroviário histórico no Barreiro

Movimento Cívico de Salvaguarda do Património Ferroviário no Barreiro